Estudos experimentais - Delineamentos #2

Por 29 de abril de 2018Summary

Retomando nosso artigo anterior sobre delineamentos, a aplicação da estatística no meio acadêmico está relacionada, em geral, ao delineamento de pesquisas, e isto é muito mais que a análise, na verdade consiste em desenhar o experimento, ou seja, avaliar o objetivo do estudo e assim determinar: o plano amostral, variáveis e instrumento de coleta utilizados. Para tal, pode-se dividi-los em dois tipos:

  • Delineamentos experimentais;
  • Delineamentos observacionais.

Neste artigo serão tratados os delineamentos experimentais, em que o pesquisador faz intervenções, visando analisar o efeito na característica de interesse (desfecho). Temos basicamente 2 tipos, tratados a seguir.

Randomizado

A partir de uma característica de interesse (desfecho), em geral, seleciona-se duas amostras, através de métodos de alocação aleatória, em que uma amostra sofre a intervenção e a outra não (controle). Assim, faz-se um estudo prospectivo.

Vantagens:

  • Controle de viés na seleção de indivíduos e fatores de confundimento;
  • Fortes evidências;
  • Possibilidade de múltiplos desfechos;
  • Utilização de medidas de incidência.

Desvantagens:

  • Alto custo e possível longa duração;
  • Impossibilidade por questões éticas;
  • Como é prospectivo, está sujeito a perda de observações ao longo do tempo.

Não randomizado (quase experimental)

Segue a mesma ideia do randomizado, ou seja, temos duas amostras, porém o método de alocação não é aleatório.

Vantagens:

  • Alternativa ao estudo randomizado, em caso de impossibilidade por questões de custo e logística.

Desvantagens:

  • Viés dado pela amostragem não-aleatória;
  • Impossibilidade de inferência causal direta.

Esta foi uma introdução ao estudos experimentais, caso tenha interesse em conhecer mais, entre em contato:

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Referências e inspirações:

  • NEDEL, Wagner Luis; SILVEIRA, Fernando da. Os diferentes delineamentos de pesquisa e suas particularidades na terapia intensiva. Rev. bras. ter. intensiva, v. 28, n. 3, p. 256-260, 2016.

Autor Vinícius Felix

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